Papai Noel e o gorro perdido
ESQUERDA ×10 · DIREITA ×10 · uns 3 min de leitura
Era véspera de Natal e fazia um calor de trinta e cinco graus. Papai Noel desceu do trenó na praia, enxugou a testa, olhou para a ← esquerda e para a direita → e decidiu tirar o gorro só por um minutinho. Foi o suficiente: uma rajada de vento levou o gorro embora!
O gorro voou para a ← esquerda, por cima dos guarda-sóis, e depois para a direita →, perto do carrinho de sorvete. «Volte aqui!», gritou Papai Noel, correndo pela areia de botas e tudo.
Bia e Davi, que faziam um castelo de areia, viram tudo. «Foi para a ← esquerda!», disse Bia. «Não, para a direita →!», disse Davi. Papai Noel olhou para a ← esquerda, olhou para a direita → e coçou a barba. «Então vamos pelos dois lados!»
Bia correu para a ← esquerda e encontrou um cachorro com um chinelo na boca, que logo fugiu para a direita →. Davi correu para a direita → e encontrou um caranguejo muito ocupado, que andava de lado para a ← esquerda. Nada do gorro. Mas lá longe, no calçadão, alguma coisa vermelha balançava num coqueiro.
Os três correram até lá. O gorro estava preso num galho alto, do lado ← esquerdo do coqueiro. Papai Noel esticou o braço direito →, depois o ← esquerdo, e não alcançou. Bia subiu nos ombros de Davi, Davi segurou firme com a mão direita →, e… pronto! O gorro voltou para a cabeça certa.
Papai Noel ficou tão feliz que aceitou o convite para a ceia na casa da avó das crianças, ali pertinho. Na mesa tinha rabanada, panetone, farofa e um pavê enorme. Papai Noel passou a rabanada para a ← esquerda, a avó passou a farofa para a direita →, e ele ainda comeu duas fatias de pavê, porque, como ele disse, «é pavê ou pra comer?».
Na hora de ir embora, ele tirou do saco um presente para cada pessoa da casa. Acenou para a ← esquerda, acenou para a direita →, e o trenó subiu sobre o mar, com o gorro bem preso dessa vez.
E aqui a história termina. Agora cada pessoa abre o presente que está segurando!
O Papai Noel que se perdeu na firma
ESQUERDA ×14 · DIREITA ×15 · uns 4 min de leitura
Na sexta-feira era a confraternização da Estrela Cadente, e a equipe tinha preparado tudo: salgadinhos, panetone, refrigerante, uma caixa de som e, a grande surpresa, um Papai Noel de verdade para entregar os presentes do amigo secreto. Ele chegou pontualmente às seis, com o saco no ombro direito →… e entrou no prédio errado.
«Sexto andar, sala à ← esquerda», tinha dito a recepcionista pelo telefone. Papai Noel subiu ao sexto andar e virou à ← esquerda. Encontrou uma sala de reuniões vazia. Virou à direita →: um depósito de cadeiras. Virou à ← esquerda de novo: o banheiro. «Ho, ho… hmm», disse ele.
Enquanto isso, na festa, a Carla do financeiro olhava o relógio. «Ele está atrasado.» O Rafa da TI olhou pela janela, primeiro para a ← esquerda, depois para a direita →. «Ali, à direita →! Tem um gorro vermelho no prédio do lado!»
A chefe, dona Lúcia, organizou o resgate em um minuto. «Carla e Rafa, pela escada da direita →. Eu e o Beto, pela da ← esquerda. Quem ficar cuida dos salgadinhos!»
Carla e Rafa desceram pela direita →, atravessaram a rua e entraram no prédio vizinho. Lá dentro, um corredor comprido virava à ← esquerda, à direita →, à ← esquerda e mais uma vez à direita →. «Isto aqui é um labirinto!», disse Rafa. No fim do corredor, encontraram Papai Noel sentado num banco, abanando-se com uma pasta.
Ao mesmo tempo, dona Lúcia e Beto saíram pela ← esquerda, viraram à direita →, deram a volta no quarteirão e chegaram exatamente à porta da própria firma. «Bom», disse Beto, «pelo menos o caminho de volta a gente já conhece».
Papai Noel voltou como uma celebridade: Carla carregava o saco com a mão ← esquerda, Rafa segurava o gorro com a direita →, e o porteiro abriu a porta da direita → e depois a outra. Quando ele entrou na sala, todo mundo aplaudiu.
«Desculpem o atraso», disse Papai Noel. «Me mandaram para a ← esquerda, mas era a outra ← esquerda. Ou a direita →. Uma das duas.» Ele tomou um copo de água gelada, comeu três coxinhas e começou a distribuir os presentes: um para a ← esquerda, um para a direita →, até o saco ficar vazio.
Depois, todo mundo sentou em roda. Os salgadinhos foram passando para a direita →, o panetone para a ← esquerda, e dona Lúcia olhou para a direita →, olhou para a ← esquerda e sorriu: «Valeu, pessoal, por este ano!»
E é aqui que a história acaba: agora cada pessoa abre o presente que está segurando!